A doença de Fabry é sentida de forma diferente por cada paciente

Com mais de 1000 mutações conhecidas do gene GLA, não existe uma anomalia genotípica única que cause a doença de Fabry,1 e as manifestações da doença podem diferir significativamente de pessoa para pessoa.2 Em uma pesquisa, foram estudados os efeitos funcionais de 3 mutações diferentes que causam a doença de Fabry. Cada paciente apresentou a doença de forma única.3

Idade no diagnóstico Genótipo Fenótipo
Table image 42 c.155G>A, p.C52Y Antes do diagnóstico, Michael apresentou acroparestesia, hipo-hidrose e dor abdominal recorrente. Desde que foi diagnosticado, apresentou lesões cerebrais múltiplas e sofreu perda de mobilidade e doença cardíaca.
Table image 49 c.548G>C, p.G183A Antes do diagnóstico, Anne apresentou hipertensão leve e envolvimento renal. Anne também apresentou proteinúria (250 mg/h) e desenvolveu diabetes mellitus tipo 2.
Table image 20 c.647A>G, p.Y216C Antes do diagnóstico, George apresentou angioqueratoma difuso, acroparestesia, dor e edema de membros. George também apresentou envolvimento cardíaco.

*Representa exemplos reais da literatura revisada; nenhum nome ou imagem de paciente é real

Além disso, mesmo quando membros de uma família compartilham uma mutação idêntica, a apresentação da doença pode ser completamente diferente.4,5 Um estudo examinou os efeitos da mutação W226X em 2 parentes homens, mostrando que, embora ambas as pessoas tenham mutação idêntica, cada uma teve uma apresentação única e individual.5

Idade no diagnóstico Genótipo Fenótipo
Table image 18 W226X Bill foi diagnosticado com doença de Fabry depois de ser avaliado devido a grave atraso no crescimento, displasia esquelética e puberdade atrasada.
Table image 11 W226X Marc foi diagnosticado com doença de Fabry após ser encaminhado para avaliação devido a histórico familiar de Fabry. Ele apresentou acroparestesia, hipo-hidrose e desconforto. Ele foi previamente diagnosticado com doença celíaca.

*Representa exemplos reais da literatura revisada; nenhum nome ou imagem de paciente é real

Nossa compreensão da relação genótipo/fenótipo continua crescendo. Por exemplo, evidências sugerem que certos genótipos podem resultar em fenótipo clássico ou de início tardio.6,7 Além disso, alguns genótipos selecionados foram descritos como subtipos renais ou cardíacos (ou variantes) da doença.2

Como tal, o sequenciamento genético pode ajudar a confirmar o diagnóstico de Fabry, bem como ajudar a orientar o manejo proativo de alguns pacientes que podem se beneficiar de modificações precoces do estilo de vida e dos medicamentos profiláticos.2,8,9


Benefícios do sequenciamento genético de α-Galactosidase A (GLA)

O sequenciamento genético do GLA para entender mais sobre a mutação ou as mutações de um paciente pode ajudar a identificar membros da família afetados, mesmo antes de ocorrerem os sintomas, e pode levar a uma abordagem mais personalizada no manejo da doença.2,8,10-12 Há evidências crescentes de que o início de certos tratamentos antes da evolução da doença – antes do dano aos órgãos ter ocorrido – pode beneficiar os resultados clínicos e reduzir complicações graves.9

Algumas mutações foram associadas a variantes cardíacas e renais da doença de Fabry, nas quais os pacientes frequentemente apresentam sintomas específicos de órgãos em fases mais tardias da vida.13,14 O conhecimento dessas mutações poderia ajudar o profissional da saúde a fazer recomendações de forma individual sobre o manejo do estilo de vida, medicamentos, aconselhamento e preparação para outros eventos mais sérios, como diálise e transplante.

O sequenciamento genético para pacientes selecionados também pode servir para aumentar o conhecimento atual sobre as relações genótipo/fenótipo na doença de Fabry. Os registros da doença de Fabry coletam informações de genótipos e analisam o histórico natural e os resultados de pacientes com a doença de Fabry.

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Saiba como o sequenciamento de genes pode afetar o diagnóstico e gerenciamento da doença de Fabry

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Veja como Fabry afeta vários órgãos

Veja infográfico

  1. Data on File, Amicus Therapeutics, Inc.
  2. Germain DP. Fabry disease. Orphanet J Rare Dis. 2010;5:30. doi:10.1186/1750-1172-5-30.
  3. Filoni C, Caciotti A, Carraresi L, et al. Functional studies of new GLA gene mutations leading to conformational Fabry disease. Biochim Biophys Acta. 2010;1802(2):247-252.
  4. Desnick RJ, Brady R, Barranger J, et al. Fabry disease, an under-recognized multisystemic disorder: expert recommendations for diagnosis, management, and enzyme replacement therapy. Ann Intern Med. 2003;138(4):338-346.
  5. Knol IE, Ausems MG, Lindhout D, et al. Different phenotypic expression in relatives with Fabry disease caused by a W226X mutation. Am J Med Genet. 1999;82(5):436-439.
  6. Desnick RJ. Enzyme replacement and enhancement therapies for lysosomal diseases. J Inherit Metab Dis. 2004;27(3):385-410.
  7. El-Abassi R, Singhal D, England JD. Fabry’s disease. J Neurol Sci. 2014;344(1-2):5-19.
  8. Laney DA, Bennett RL, Clarke V, et al. Fabry disease practice guidelines: recommendations of the National Society of Genetic Counselors. J Genet Couns. 2013;22(5):555-564.
  9. Eng CM, Germain DP, Banikazemi M, et al. Fabry disease: guidelines for the evaluation and management of multi-organ system involvement. Genet Med. 2006;8(9):539-548.
  10. Desnick RJ, Ioannou YA, Eng CM. α-galactosidase A deficiency: Fabry disease. In: Valle D, ed. The Metabolic and Molecular Bases of Inherited Disease. New York, NY: McGraw Hill, 2001:3733-3774.
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  13. Mehta A, Widmer U. Natural history of Fabry disease. In: Mehta A, Beck M, Sunder-Plassmann G, eds. Fabry Disease: Perspectives from 5 Years of FOS. Oxford, England: Oxford PharmaGenesis; 2006: Chapter 19. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK11572/. Accessed April 24, 2017.
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