O sequenciamento genético pode esclarecer o diagnóstico e o manejo da doença de Fabry

O genótipo sozinho não determina a progressão da doença de Fabry – a etiologia é complexa e existe uma grande variabilidade na manifestação e progressão da doença.1 As pessoas com doença de Fabry podem apresentar sintomas graves ou aparentemente nenhum deles, com uma variedade de apresentações clínicas entre elas.2 Mas mesmo quando a apresentação da doença é assintomática ou leve, o acúmulo de substratos da doença (inclusive o globotriaosilceramida [GL-3] e o globotriaosilesfingosina no plasma [lyso-GB3]) pode contribuir para danos de longo prazo em órgãos e tecidos.2-4 Se houver suspeita da doença de Fabry, é recomendado o sequenciamento genético.5-7

A identificação da mutação genética específica para uma pessoa com Fabry pode fornecer informações sobre a natureza única da sua doença.5-7 Por exemplo, algumas mutações foram associadas a variantes cardíacas e renais da doença de Fabry.8,9 O sequenciamento genético é a única ferramenta válida para diagnosticar a doença de Fabry em mulheres heterozigóticas, pois nessas mulheres a atividade enzimática pode parecer normal.10 Com a expressão diversa do gene α-galactosidase A alterado (GLA), as mulheres exibem um padrão menos previsível de manifestações da doença do que normalmente é observado em homens.11 Consequentemente, isso pode significar aumento do tempo para diagnóstico.11

Para as famílias afetadas pela doença de Fabry, a análise da mutação específica, já previamente conhecida e familiar pode ser usada para diagnosticar pessoas em risco na mesma família que ainda não apresentam as características fenotípicas da doença.12

Para um diagnóstico totalmente esclarecido, o sequenciamento genético é aconselhável tanto para homens quanto para mulheres.5-7 Além disso, o sequenciamento genético pode levar a uma abordagem mais personalizada para o tratamento e gerenciamento da doença.5-7, 13

O tratamento de suporte é importante, e o manejo de Fabry requer uma abordagem multidisciplinar.

Resource icon

Reconheça os primeiros sinais e sintomas da doença de Fabry

Leia agora
Resource icon

Revise as classificações fenotípicas da doença de Fabry

Veja a tabela

  1. Eng CM, Germain DP, Banikazemi M, et al. Fabry disease: guidelines for the evaluation and management of multi-organ system involvement. Genet Med. 2006;8(9):539-548.
  2. Germain DP. Fabry disease. Orphanet J Rare Dis. 2010;5:30.
  3. Namdar M, Gebhard C, Studiger R, et al. Globotriaosylsphingosine accumulation and not alpha-galactosidase-A deficiency causes endothelial dysfunction in Fabry disease. PLoS One. 2012;7(4):e36373. doi:10.1371/journal.pone.0036373.
  4. Data on file. Amicus Therapeutics, Inc.
  5. Laney DA, Bennett RL, Clarke V, et al. Fabry disease practice guidelines: recommendations of the National Society of Genetic Counselors. J Genet Couns. 2013;22(5):555-564.
  6. Desnick RJ, Ioannou YA, Eng CM. α-galactosidase A deficiency: Fabry disease. In: Valle D, ed. The Metabolic and Molecular Bases of Inherited Disease. New York, NY: McGraw Hill, 2001:3733-3774.
  7. Anderson LJ, Wyatt KM, Henley W, et al. Long-term effectiveness of enzyme replacement therapy in Fabry disease: results from the NCS-LSD cohort study. J Inherit Metab Dis. 2014;37(6):969-978.
  8. Mehta A, Widmer U. Natural history of Fabry disease. In: Mehta A, Beck M, Sunder-Plassmann G, eds. Fabry Disease: Perspectives from 5 Years of FOS. Oxford, England: Oxford PharmaGenesis; 2006: Chapter 19. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK11572/. Accessed April 24, 2017.
  9. Ishii S, Nakao S, Minamikawa-Tachino R, Desnick RJ, Fan J-Q. Alternative splicing in the α-galactosidase a gene: increased exon inclusion results in the Fabry cardiac phenotype. Am J Hum Genet. 2002; 70:994-1002.
  10. Lukas J, Giese A-K, Markoff A, et al. Functional characterisation of alpha-galactosidase A mutations as a basis for a new classification system in Fabry disease. PLoS Genet. doi:10.1371/journal.pgen.1003632.
  11. Guffon N. Clinical presentation in female patients with Fabry disease. J Med Genet. 2003;40(4):e38.
  12. Yousef Z, Elliott PM, Cecchi F, et al. Left ventricular hypertrophy in Fabry disease: a practical approach to diagnosis. Eur Heart J. 2013;34(11):802-808.
  13. Biegstraaten M, Arngrímsson R, Barbey F, et al. Recommendations for initiation and cessation of enzyme replacement therapy in patients with Fabry disease: the European Fabry Working Group consensus document. Orphanet J Rare Dis. 2015;10:36. doi:10.1186/s13023-015-0253-6.
Obrigado por visitar a FabryFacts.com Agora você está deixando o site FabryFacts.com. Este link o levará a um site que não é propriedade nem mantido pela Amicus Therapeutics, e a Amicus Therapeutics não é responsável pelas informações contidas em sites de terceiros. OK 0